Os miomas uterinos estão entre as alterações ginecológicas mais comuns na vida da mulher. Estima-se que até 70% das mulheres possam desenvolver algum mioma ao longo da vida reprodutiva, embora nem todas apresentem sintomas ou precisem de tratamento.
Apesar de serem tumores benignos, os miomas podem impactar significativamente a qualidade de vida quando provocam sangramentos intensos, cólicas, dor pélvica ou dificuldades para engravidar. Em muitos casos, a paciente descobre a presença do mioma durante um exame de rotina, sem sequer suspeitar da alteração.
A boa notícia é que os avanços nos exames de imagem permitem identificar os miomas com grande precisão, avaliar seu tamanho, localização e comportamento, ajudando o médico a decidir se o melhor caminho é apenas acompanhar ou indicar algum tipo de tratamento.
Entender como os miomas se desenvolvem e quais exames ajudam no diagnóstico é fundamental para tomar decisões mais seguras sobre a saúde ginecológica.
Índice
- O que é um mioma uterino?
- Quais são os principais tipos de mioma?
2.1 Mioma intramural
2.2 Mioma submucoso
2.3 Mioma subseroso
2.4 Mioma pediculado - Quais são os sintomas dos miomas uterinos?
- Mioma pode causar infertilidade?
- Como é feito o diagnóstico?
- Ultrassom transvaginal
- Ultrassom com Doppler
- Ressonância magnética da pelve
- Quando apenas acompanhar é suficiente?
- Quando o tratamento pode ser indicado?
- Os miomas podem crescer após a menopausa?
- Perguntas frequentes sobre mioma uterino
- O papel dos exames de imagem no acompanhamento dos miomas
O que é um mioma uterino?
O mioma uterino é um crescimento benigno formado por células musculares da parede do útero.
Ele não é considerado câncer e, na grande maioria dos casos, não se transforma em uma doença maligna. No entanto, dependendo do tamanho e da localização, pode provocar sintomas importantes.
Os miomas podem surgir isoladamente ou em múltiplas formações e apresentam crescimento influenciado principalmente pelos hormônios femininos, especialmente o estrogênio.
Por isso, costumam ser mais frequentes durante a idade fértil e tendem a reduzir de tamanho após a menopausa.
Quais são os principais tipos de mioma?
A localização do mioma dentro do útero influencia diretamente os sintomas que ele pode provocar.

Mioma intramural
É o tipo mais comum.
Desenvolve-se dentro da parede muscular do útero e pode aumentar o volume uterino ao longo do tempo.
Mioma submucoso
Fica localizado próximo ao endométrio, que é a camada interna do útero.
Costuma estar mais associado a sangramentos intensos e problemas de fertilidade.
Mioma subseroso
Cresce na parte externa do útero.
Dependendo do tamanho, pode comprimir órgãos vizinhos e provocar sensação de pressão abdominal.
Mioma pediculado
Está ligado ao útero por uma espécie de haste e pode ocorrer tanto na parte interna quanto externa do órgão.
Cada tipo apresenta características específicas que influenciam a decisão terapêutica.
Quais são os sintomas dos miomas uterinos?
Muitas mulheres convivem com miomas sem apresentar qualquer sintoma.
Quando eles aparecem, os mais comuns incluem:
- Aumento do fluxo menstrual;
- Menstruações prolongadas;
- Cólicas intensas;
- Dor pélvica;
- Sensação de peso na parte inferior do abdome;
- Aumento do volume abdominal;
- Vontade frequente de urinar.
Em alguns casos, os miomas também podem dificultar a gravidez ou aumentar o risco de complicações gestacionais.
A intensidade dos sintomas nem sempre está relacionada ao tamanho do mioma. Pequenos miomas localizados próximos ao endométrio podem causar mais desconforto do que lesões maiores localizadas em outras regiões.
Mioma pode causar infertilidade?
Sim, em determinadas situações.
Nem todo mioma interfere na fertilidade, mas alguns tipos podem dificultar a implantação do embrião ou alterar a anatomia do útero.
Os miomas submucosos são os que mais frequentemente apresentam impacto sobre a fertilidade.
Além disso, dependendo da localização, podem interferir no transporte dos espermatozoides ou comprometer o ambiente uterino necessário para a gestação.
Por esse motivo, mulheres que estão tentando engravidar frequentemente realizam investigação detalhada quando há diagnóstico de miomas.
Veja exames que ajudam a investigar as causas da dificuldade para engravidar.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico dos miomas normalmente começa durante a consulta ginecológica.
Quando existe suspeita clínica ou necessidade de confirmação, os exames de imagem tornam-se fundamentais.
Ultrassom transvaginal
O ultrassom transvaginal é o principal exame utilizado na avaliação inicial dos miomas.
Ele permite visualizar:
- Tamanho do útero;
- Quantidade de miomas;
- Localização das lesões;
- Relação com o endométrio.
Por ser um exame acessível, rápido e altamente eficaz, costuma ser a primeira escolha dos ginecologistas.
Além disso, permite acompanhar o crescimento dos miomas ao longo do tempo.
Ultrassom com Doppler

Em alguns casos, o médico pode solicitar o Doppler para avaliar a vascularização dos miomas.
Essa análise ajuda a compreender melhor o comportamento das lesões e pode auxiliar no planejamento terapêutico.
Ressonância magnética da pelve
A ressonância magnética pélvica é considerada um dos exames mais completos para avaliação dos miomas.
Ela oferece imagens detalhadas do útero e das estruturas adjacentes, permitindo identificar com precisão:
- Tamanho real das lesões;
- Localização exata;
- Quantidade de miomas;
- Relação com outros órgãos.
A ressonância costuma ser especialmente útil em pacientes que apresentam múltiplos miomas ou quando existe planejamento cirúrgico.
Também é um exame importante para diferenciar miomas de outras alterações ginecológicas.
Quando apenas acompanhar é suficiente?
Nem todo mioma precisa de tratamento imediato.
Muitas mulheres possuem pequenos miomas que não causam sintomas e permanecem estáveis durante anos.
Nessas situações, o acompanhamento periódico costuma ser a conduta mais adequada.
O monitoramento permite avaliar se há crescimento progressivo ou surgimento de sintomas que possam justificar mudança na estratégia.
Os exames de imagem desempenham papel essencial nesse acompanhamento.
Quando o tratamento pode ser indicado?
A decisão de tratar um mioma depende de vários fatores.
Os principais incluem:
- Intensidade dos sintomas;
- Impacto na qualidade de vida;
- Desejo reprodutivo;
- Tamanho e localização da lesão;
- Velocidade de crescimento.
Quando os sintomas são significativos ou quando há comprometimento da fertilidade, o tratamento pode ser considerado.
Atualmente existem diferentes abordagens, desde medicamentos até procedimentos minimamente invasivos e cirurgias.
A escolha depende de uma avaliação individualizada.
Os miomas podem crescer após a menopausa?
Na maioria dos casos, os miomas tendem a reduzir de tamanho após a menopausa devido à queda dos hormônios femininos.
Entretanto, qualquer crescimento uterino observado após essa fase deve ser investigado com atenção.
Por isso, o acompanhamento continua sendo importante mesmo em mulheres que já entraram na menopausa.
Veja também exames de imagem na menopausa: quando são indicados e o que podem revelar.
Perguntas frequentes sobre mioma uterino
Mioma pode virar câncer?
É extremamente raro. Os miomas são tumores benignos e normalmente não se transformam em câncer.
Qual exame detecta mioma?
O ultrassom transvaginal é o principal exame para diagnóstico inicial.
Quando fazer ressonância pélvica?
Quando há necessidade de avaliação mais detalhada dos miomas ou planejamento terapêutico.
Mioma sempre causa sintomas?
Não. Muitas mulheres descobrem a presença de miomas durante exames de rotina.
Mioma pode desaparecer sozinho?
Geralmente não desaparece completamente, mas pode reduzir de tamanho após a menopausa.
O papel dos exames de imagem no acompanhamento dos miomas
Os exames de imagem revolucionaram o acompanhamento dos miomas uterinos.
Hoje é possível avaliar com precisão o comportamento das lesões, monitorar seu crescimento e planejar tratamentos de forma muito mais segura.
Na Nova Exame, exames como ultrassom transvaginal, Doppler ginecológico e ressonância magnética da pelve são realizados com tecnologia avançada e protocolos específicos para a saúde da mulher. Essa estrutura permite diagnósticos mais precisos e fornece informações fundamentais para que ginecologistas e pacientes tomem decisões com maior segurança.
A presença de um mioma não significa necessariamente a necessidade de tratamento. O mais importante é compreender suas características, acompanhar sua evolução e contar com exames confiáveis para orientar cada etapa do cuidado ginecológico.


